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Compartilhe o Firefox no seu sistema dual-boot

Se você usa o Firefox em um máquina com dual-boot, já parou pra pensar o trabalho que dá para instalar todas as extensões num e depois ter que instalar no outro? E pior, se salvou alguma página nos favoritos e está no outro sistema, terá que reiniciar a máquina. Uma boa solução para esses problemas é utilizar somente um profile do Firefox para todos os sistemas que estão instalados na máquina.

A princípio, não é difícil. O maior problema é fazer o profile ficar acessível nos dois sistemas. A maior dificuldade será se você estiver rodando um dual-boot Linux/Windows, que é o foco desse tutorial. Para outros sistemas, basta simplesmente editar um arquivo, como será explicado logo.

1. Onde guardar o profile

Antes de mais nada, você precisa definir: em qual partição será armazenado o Firefox. Num ambiente com Windows XP e Linux, isso é meio complicado, já que o Windows não reconhece sistemas de arquivos do Linux e o Linux por padrão somente lê NTFS. Porém, se você usa outro setup (Linux/Linux, FreeBSD/Linux, etc), é bem mais fácil.

2. Windows XP e Linux

Se você utiliza não utiliza o Windows XP, ou outro Windows que utilize uma partição NTFS, você pode passar para o próximo passo, visto que não será necessário nenhuma configuração adicional.

Aqui, existem duas possibilidades: deixar o profile no Windows e instalar o ntfs-3g (que tem suporte a escrita em NTFS), ou deixar no Linux e instalar um "driver" como o Ext2 IFS for Windows. Como eu não gosto da idéia de um vírus no Windows apagando os arquivos na partição do Linux, prefiro instalar o ntfs-3g. Caso você não tenha essa preocupação, pode fazer o contrário...

Para instalar o ntfs-3g:

Ubuntu: apt-get install ntfs-3g
Gentoo: emerge ntfs3g
Caso utilize outra distribuição, procure algum tutorial de como instalar o ntfs-3g.

Depois de instalado, você precisa alterar no /etc/fstab a linha referente a partição do Windows. Por exemplo:

/dev/hda1 /media/hda1     ntfs-3g     defaults,umask=000     0 0

Não se importe se a linha estiver um pouco diferente, depende da distribuição que você está usando. O importante é trocar o "ntfs" (ou auto) por "ntfs-3g". Depois disso, você precisa remontar a unidade, ou reiniciar o computador.

3. Configurando o Profile do Firefox

No caso deste tutorial, como o profile ficará armazenado na partição no Windows, não haverá necessidade de configuração nele. Vamos pular direto para configurar o profile no Linux.

Na home do seu usuário, o Firefox utiliza um arquivo onde fica guardada a localização do seu profile. Abra seu editor de texto favorito e vamos editar o arquivo ~/.mozilla/firefox/profiles.ini

Você precisará editar duas linhas, dentro da seção [Profile0]:

[Profile0]
Name=default
IsRelative=1
Path=5qpte4jv.default


Mas antes, você precisa descobrir o caminho e o nome da pasta onde está o profile do Windows. Geralmente é a única pasta no caminho /Documents and Settings/<usuário>/Dados de aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/, então basta você pegar o nome e adicionar no final.

Então, o arquivo ficará mais ou menos assim:

[Profile0]
Name=default
IsRelative=0
Path=/media/hda1/Documents and Settings/<usuário>/Dados de aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/4vtqp5yu.default


As linhas em negrito foram modificadas. Note que é preciso colocar no início do Path, o local em que foi montada a partição do Windows e no fim, a pasta do seu profile, caso contrário o Firefox não poderá encontrar o encontrá-lo.

Agora você já pode testar, deve funcionar automaticamente. Se ele disser que o profile está em uso, é provável que alguma coisa não funcionou como esperado, tente verificar se não ocorreu nenhum erro pelo caminho e que a partição foi montada pelo ntfs-3g.

Só existem duas desvantagens:

   1. Se você desligar incorretamente o Windows, não poderá abrir o profile no Linux, já que o ntfs-3g se recusa a montar a partição. Caso ocorra, basta entrar no Windows para que ele faça a checagem do sistema de arquivos.

   2. Se você tiver versões diferentes do Firefox (no caso, uma atualizada e a outra não), ele fará a verificação de compatibilidade das extensões toda vez que iniciar, em pelo menos um dos sistemas. Para evitar isso, mantenha sempre o Firefox atualizado, em todos os sistemas operacionais que você tiver instalado.

Espero que essa dica tenha ajudado, já que ficar utilizando dois profiles é trabalho em dobro. Uma coisa legal de se fazer também, se você tiver um servidor de arquivos, é deixar o seu profile nele e utilizar através do Samba ou NFS. Assim, em qualquer máquina da sua rede você estará usando o mesmo Firefox, com todas as suas extensões, favoritos, histórico, etc...

PS: o Daniel deu a dica para usar o Profile Manager do Firefox ao invés de editar diretamente o arquivo profiles.ini. Você pode executá-lo no Linux com o comando: firefox -ProfileManager
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Comentários:

1. William disse em 2008-01-29 11:09:45:

Achei interessante a forma de compartilhar, mas acho muito mais fácil instalar o complemento Google Browser Sync for Firefox[1] que faz a mesma coisa e mais um pouco.
http://www.google.com/tools/firefox/browsersync/

2. Adriano disse em 2008-01-29 11:16:48:

Eu já uso uma solução parecida, só que ao invés de deixar o profile na máquina eu a deixo no servidor de arquivos, desta forma para onde eu vou o perfil do firefox tb vai, independente de estar no windows, linux ou da máquina.

3. Daniel disse em 2008-01-29 12:58:59:

Eu fiz isso sem precisar modificar arquivos, utilizando o Profile Manager do Firefox. Funcionou que é uma beleza!

4. Renan disse em 2008-01-29 13:39:18:

William, posso estar enganado, mas acho que o Google Browser Sync não sincroniza as extensões e temas que você tem em um profile.

Adriano, essa foi a idéia que eu deixei no fim do post :)

Daniel, bem lembrado, só que como tinha que editar o fstab, também aproveitei para editar o profiles.ini. Vou colocar a sua dica no post ;)

5. marcelo disse em 2008-01-29 18:21:06:

ótimo este tuto.. queria fazer isso ja faz tempo... valeuzao.

6. Júlio Santos Monteiro disse em 2008-02-01 21:53:30:

Distribuições mais recentes -- como é o caso do Ubuntu 7.04 e 7.10 -- já estão gravando em partição NTFS por padrão. FAT, só em pendrive :)

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